31/08/10

INFORMAÇÕES ÚTEIS E CURIOSIDADES SOBRE... DROGAS!!!


A palavra droga originou-se do holandês “droog”, que significa “folha seca”.

A venda ilegal de drogas movimenta por volta de U$ 300 bilhões ao ano e representa 8% do comércio mundial.

As primeiras evidências de consumo de cannabis datam do terceiro milênio a. C.. A erva foi consumida por gregos, hindus, assírios, dácios, trácios e outros povos. Segudo um relato do historiador grego Heródoto, a cannabis era usada em saunas para deixar os frequentadores “alucinados”.

Você sabia que o primeiro carregamento de cannabis chegou ao Brasil em caravelas portuguesas no ano de 1549?

Segundo estimativas da ONU, cerca 4% da população mundial - o que equivale a 165 milhões de pessoas - usa maconha pelo menos uma vez por ano. O número de consumidores diários é de aproximadamente 22 milhões.

Algumas mentiras sobre a maconha: ela diminui o número de espermatozóides no homem, induz à violência por parte do usuário, estraga os neurônios e pode levar o usuário à esquizofrenia.

Verdades sobre a maconha: o usuário pode partir para drogas mais pesadas, a fumaça está associada ao aparecimento de bronquites, fumar durante a gravidez traz problemas para a criança, pacientes de esquizofrenia que fumam podem ter crises mais fortes e o fumo pode provocar perturbações hormonais nas mulheres. Os riscos de pessoas que consomem maconha por mais de cinco anos serem vítimas de alucinações é duas vezes maior; e o de delírios, quatro vezes mais elevado.

O dia 1º de novembro é o Dia Nacional da Maconha, data em que ocorrem diversas manifestações a favor do uso da erva.

Segundo os cientistas, algumas drogas não-legalizadas podem, sim, ser usadas para fins medicinais. A cocaína, por exemplo, já foi largamente utilizada como anestésico. A maconha é usada em muitas partes do mundo para tratar glaucoma, esclerose múltipla e náuseas e dores de pacientes em tratamento com quimioterapia.

O Canadá foi o primeiro país do mundo a legalizar a maconha para fins terapêuticos.

Existe nos Estados Unidos uma revista especializada em maconha. Em reportagem de janeiro de 2003, a publicação lançou a tese de que alguns milagres atribuídos a Jesus foram realizados com uma mistura à base de maconha.

As plantações de maconha estão ameaçando o kiwi, ave símbolo da Nova Zelândia. Segundo ambientalistas desse país da Oceania, os traficantes estão destruíndos enormes pedaços de florestas para plantar a erva, ameaçando a população dessas aves. Estima-se que a população esteja caindo 6% ao ano.

A folha de coca é usada há mais de 1200 anos por povos nativos da América do Sul, que a mastigavam para suportar a fome, a sede, o cansaço e os efeitos da altitude dos Andes.

A cocaína começou a ser consumida no Brasil na década de 1910. Considerada remédio e vendida em farmácias, era indicada para “jovens pálidas e delicadas” e para “pessoas fracas”. Detalhe: só podia ser vendida com receita médica.

A venda de cocaína nos morros cariocas foi descrita pelo escritor Orestes Barbosa na crônica A Favela, de… 1922! No ano seguinte, em 1923, o sambista Sinhô chamou a atenção para o risco do vício: "Mais que a flor purpurina é o vício arrogante de tomar cocaína. Quando estou cabisbaixa chorando sentida, bem entristecida, é que o vício da vida deixa a alma perdida. Sou capaz de roubar, mesmo estrangular, para o vício afogar."

O químico italiano Angelo Mariani desenvolveu, em 1863, o vinho Mariani, uma infusão alcoólica produzida à base de folhas de coca. O vinho Mariani era o preferido do papa Leão XIII.

Reza a lenda que a Coca-cola foi inventada para competir com o vinho Mariani, importado da Itália. Seu inventor, o farmacêutico John Pemberton, usou utilizou coca na receita. A “coca” foi usada na fórmula da “Coca” até 1903. Detalhe: a cocaína foi substituída por cafeína.

Em 2008, foram apreendidas 19,7 toneladas de cocaína no Brasil. A quantidade de maconha foi “um pouco” maior: 187,1 toneladas.

Cerca de 80% da cocaína produzida no mundo vêm da Colômbia. Os outros grandes produtores são o Peru (30%) e a Bolívia (15%).

A cocaína produz euforia, aumento da capacidade intelectual, perda de apetite, aumento da força e resistência muscular e inibição dos mecanismos que desencadeiam o sono. Em doses um pouco mais elevadas, a cocaína provoca agitação psicomotora, alucinações de índole ameaçadora e, dependendo da pessoa, perturbação da personalidade. Já em doses extramamente elevadas, pode provocar enfarte ou parada cardiorespiratória, levando o consumidor à morte.

O crack é uma droga produzida a partír da mistura de cocaína com bicarbonato de sódio. O nome vem de “to crack” que, em inglês, significa “quebrar” (imita o som das pedras queimando no cachimbo). Vendido em pequenas pedrinhas, o crack é uma droga de efeito rápido e altamente viciante. Os efeitos são euforia, bem-estar e alucinações. É uma das drogas mais associadas ao aumento da criminalidade.

As drogas originárias do ópio são chamadas de opiáceas. As mais conhecidas são: buprenorfina, codeína, heroína, oxicodona, nalbufina e morfina, entre outras.

A heroína é uma droga derivada do ópio, substância extraída da papoula. Um dos maiores produtores de ópio é o Afeganistão. Sozinho, o país dos talebans responde por 86% da produção mundial.

A abstinência da heroína é uma das mais perigosas. Na falta dela, o coração dispara, sujeitando o dependente a um ataque cardíaco. O corpo torna-se incapaz de regular a temperatura, fazendo com que o usuário transpire em excesso e tenha calafrios. Os outros efeitos são diminuição da libido, cólicas e diarréias.

A morfina é muito utilizada como droga anestésica e medicamento contra dores crônicas, inclusive do pós-operatório. Os médicos também costumam receitar morfina para pacientes terminais de AIDS, câncer e outras doenças que provocam dores insuportáveis para o paciente.

A empresa de segurança Chilport UK oferece um serviço um tanto incomum para pais norte-americanos e britânicos preocupados com o que seus filhos andam fazendo: cães que ajudam a rastrear drogas no quarto dos filhos. O serviço provocou grande polêmica no Reino Unido, principalmente pelo fato de que ela não só procura as drogas como também aciona a polícia.

Uma informação interessante: cães que farejam drogas não se tornam viciados.

Embora desconhecida no Brasil, o khat (ou qat) é muito consumido na África Oriental e em alguns países árabes. Cerca de 80% da população do Iemên consome essa droga quase todos os dias. O khat induz a uma sensação de euforia e excitação, além de que pode deixar a pessoa hiperativa e emocionalmente instável. O uso prolongado pode afetar as funções do fígado, provocar úlceras e diminuir a libido.

Também desconhecido no Brasil, o popper (ou poppers) é um líquido inalado da família dos nitratos que provoca excitação e alucinações. Ele é muito usado por boêmios, especialmente jovens que gostam de frequentar casas noturnas com muitas luzes e som alto. O principal efeito colateral são fortes dores de cabeça. Pesquisadores suspeitos que o uso dessa droga como estimulante sexual esteja relacionado ao aumento na transmissão de doenças sexualmente transmissíves, inclusive AIDS.

Mais conhecido entre os brasileiros, o speed é uma anfetamina vendida em pílulas ou na forma de pó. É normalmente misturado com outras substâncias como café, cheirado como cocaína, fumado como crack ou esfregado na língua. Os efeitos duram de 3 a 6 horas. Além de elevar o humor, o speed torna as pessoas alertas, sociáveis, confiantes e falantes. A abstinência provoca irritação e depressão. O speed provoca danos ao coração, rins, pulmões e fígado, dependendo da forma como é consumido. Existem casos em que o dependente torna-se agressivo ou adquire a “psicose do speed” (comportamento com alucinações e paranóias).

O peiote é uma droga feita a partír de um cacto conhecido como Lophophora williamsi, originário da América do Norte. É consumido por tribos locais há mais de três mil anos. Os hichois, uma tribo mexicana, chegam a fazer uma peregrinação anual apenas para colhê-lo. Os navajos norte-americanos também usaram largamente o peiote. É a partír desse cacto que é produzida uma substância chamada mescalina.

A mescalina é um droga cujos efeitos são euforia, instropeção, aumento do tato e alegria. Ao consumí-la, a pessoa pode rir intensamente. O problema é que ela também causa náuseas, perda de apetite, confusão mental, insônia, dificuldade de concentração e paranóia.

O LSD foi descoberto pelo químico Albert Hoffman quando pesquisava um remédio para enxaqueca a partír de um fungo chamado Claviceps purpurea. É uma droga extremamente alucinógena (bastam 0,05 gramas para a pessoa “viajar”). O LSD foi largamente consumido nos anos 60, quando se transformou num símbolo do movimento hippie.

Entre os astros do cenário artístico dos anos 1960 que consumiram LSD estão Jim Morrison (The Doors), Syd Barret (Pink Floyd), Andy Warhol e Beatles. Composta em 1967 por Mccartney e Lennon, a música Lucy in the Sky with Diamonds, forma as iniciais LSD.

Figura folclórica dos inesquecíveis anos 1950 e psicodélicos anos 60, Allen Ginsberg particiou de quase todos eventos importantes da época. Mais do que isso, ele experimentou de quase tudo em matéria de drogas, principalmente maconha e LSD.

Jean-Michel Basquiat, famoso por sua obra e pela parceria com Andy Warhol, morreu de overdose de heroína. Certa vez, o pintor nascido nos Estados Unidos foi trancado num atêlie até pintar um número suficiente de quadros para uma exposição. Recluso, Basquiat era abastecido de maconha, cocaina e heroína por uma portinhola.

Billie Holiday certa vez foi presa sob a acusação de “receber, facilitar o transporte e ocultar drogas”. Viciada, a cantora, que se consagrou como mito da música negra norte-americana, faleceu em virtude de uma overdose de heroína.

A cantora Janis Joplin, um mito da contracultura e dos anos 1960, detestava certos tipos de drogas como LSD e maconha, mas acabou morrendo de overdose de heroína.

Quinze dias antes de Janis Joplin, falecia o guitarrista Jimi Hendrix. O lendário Hendrix morreu sufocado pelo próprio vômito a caminho do hospital, depois de uma overdose de barbitúricos.

Bob Marley, cantor jamaicano – e um do grandes mitos da música internacional do século XX -, era consumidor assíduo de maconha.

O escritor Paulo Mendes Campos escreveu um relato sobre experiências com alucinógenos que foi extremamente elogiado pela crítica. Para escrever sobre o assunto, o escritor brasileiro experimentou LSD sob a supervisão médica de um amigo. Seus pontos de vista e observações estão no ensaio Experiências com LSD, publicado pela primeira vez no começo dos anos 1960.

Aldous Huxley, autor do clássico Admirável Mundo Novo, narrou suas experiências com alucinógenos num livro chamado As Portas da Percepção. Aliás, o nome do grupo The Doors foi tirado do livro de Huxley.

Um comentário:

Décio disse...

No futuro, farei posts à parte sobre álcool e tabaco.
Mais informações sobre os famosos e as drogas no blog Gene de Gênio (link ao lado)